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Em
plenas visões de êxtase a Anarquia aparece e
diz:
Sempre
que necessites de
algo, uma vez por mês na lua cheia, reúne-te na
selva –
na floresta, no tojal, à beira-mar – pois
o estado da natureza é uma comunidade de
liberdades.
Reconhece a iminência da libertação
total, e como
um sinal da tua liberdade fica nu nos teus rituais. Dança
e canta, ri
e joga, delicia-te com os
frutos da
terra, as delícias do meu corpo, faz música e
amor –
pois todos os actos de prazer são rituais meus. E
é
comigo com quem te encontrarás no preenchimento do desejo.
Suprime
toda a
autoridade, expulsa a coacção. Partilha tudo e
decide
através do consenso. Livra-te
da
armadura, da personagem que te cega e constrange. Deixa
que
as energias selvagens te possuam. Casta
o círculo
mágico, entra no transe do êxtase, regozija-te na
magia
que afugenta todo o poder. Mas não cometas
sacrifícios.
Repudia o inútil, a exploração e o
massacre. Em
vez disso venera todas as criaturas e respeita-as como
únicas,
mas iguais a ti.
John
Moore (adaptado de "The Charge of the Goddess", escrito por Starhawk e
Charles G. Leland )
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Autor
John Moore
Título Original
"Anarchy and Ecstasy"
Edição original
Ensaios publicados no jornal
Green Anarchist
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Tradução
Discórdia,
Março de 2005

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